Wine Book
    Últimas

    A Rocim apresenta a nova geração dos seus vinhos de talha

    Bomfim 1896 celebra o verão com nova carta

    Restaurante Erva convida a viver as noites de verão ao ritmo do jazz

    Instagram O LinkedIn
    Wine Book
    • NOTÍCIAS

      IVDP e AICEP capacitam empresas na conquista de novos mercados vínicos internacionais

      Douro distinguido como Região de Vinho do Ano no Mundo

      Symington Family Estates entra numa nova fase de liderança familiar

      Quinta da Lagoalva: único Alfrocheiro do Tejo é agora biológico

      ViniPortugal promove vinhos de Portugal no Japão

    • VINHOS
      1. NOVIDADES
      2. RECOMENDADOS
      3. VER TUDO

      Aguardente de Medronho da Herdade Aldeia de Cima: sabores da Serra do Mendro para os dias de verão

      Van Zellers & Co lança Kika Rosé 2025

      Lillet, o novo Spritz francês em Portugal!

      Quinta da Romeyra apresenta um novo capítulo para o Arinto de Bucelas

      Quinta da Sardinha de Cima Tinto 2023

      ODE Phosphorus 2023

      Porto Ferreira Quinta do Porto Vintage 2022

      Quinta da Sardinha de Cima Rosé

      A Rocim apresenta a nova geração dos seus vinhos de talha

      Quinta de Lemos propõe dois vinhos para os dias quentes, com uma novidade em nome do Chef Diogo Rocha

      Bom Malandro abre a janela ao Bons Sons e brinda à música no coração de Cem Soldos

      Conexão: uma volta por Portugal à procura dos vinhos certos

    • CONVERSAS

      Dirk Niepoort: “Quanto mais fazemos fora da caixa, mais entendemos o Douro e Portugal”

      Teresa Lacerda: “Queremos proporcionar experiências de enoturismo autênticas e exclusivas”

      Óscar Quevedo: “A marca Porto vai ter que ser reconquistada e renascida”

      António Ribeiro: É fundamental que os apreciadores dos nossos vinhos identifiquem, claramente, uma linha de continuidade crescente em todas as nossas referências”

      João Barbosa: “Em termos do crescimento do grupo, o objetivo é rentabilizar os investimentos recentes com uma aposta clara no reforço da qualidade dos vinhos”

    • ENOTURISMO

      Rota dos Vinhos do Tejo com oito programas de vindimas

      Verão regressa ao Pátio da Cockburn’s em Vila Nova de Gaia

      Lavradores de Feitoria convidam a descobrir o Douro através de quem o cultiva há gerações – Dias perfeitos de verão

      Granvinhos inaugorou a ‘adega do futuro’ na Régua, com 27M de investimento

      Bem-vindo Verão! Adega José de Sousa convida a uma viagem pelos sabores do Alentejo

    • LIFESTYLE
      1. AGENDA
      2. ATUALIDADE
      3. RESTAURANTES
      4. VER TUDO

      Dia da Fernão Pires celebra-se na 2.ª edição do Tejo na Praça em Lisboa

      Em Dia de Santo António há Festa do Leitão e Espumante Bairrada em Lisboa

      “Lisbon Stars Connections” traz estrelas da coquetelaria mundial ao Red Frog, 18.68 e Monkey Mash

      Quanta Terra apresenta nova exposição de arte contemporânea no coração do Douro

      Maximilian J. Riedel apresenta coleção Superleggero e reforça importância do copo na experiência de degustação

      Onde o tempo abranda: um refúgio sem pressa no Independente Comporta

      Port Wine Experience cresce em público e consolida-se como celebração maior do vinho do Porto

      Cockburn’s lança duas novas experiências de provas premium

      Bomfim 1896 celebra o verão com nova carta

      Restaurante Erva convida a viver as noites de verão ao ritmo do jazz

      Ventozelo lança menu dedicado ao tomate coração de boi no Douro

      Terra inicia uma nova era gastronómica com dois novos chefs e duas cartas renovadas

      Bomfim 1896 celebra o verão com nova carta

      Restaurante Erva convida a viver as noites de verão ao ritmo do jazz

      Ventozelo lança menu dedicado ao tomate coração de boi no Douro

      Terra inicia uma nova era gastronómica com dois novos chefs e duas cartas renovadas

    • EVENTOS

      Port Wine Experience 2026: o evento que celebra o Vinho do Porto está de volta

      Wine Tasting Porto regressa para a 4.ª edição no Sheraton Porto Hotel

    Instagram O LinkedIn
    Wine Book
    Início»Conversas»Miguel Braga: “O Ruby é feito com a mão de Deus e o pé do Homem. O Tawny é ao pé de Deus com a mão do Homem”
    Conversas

    Miguel Braga: “O Ruby é feito com a mão de Deus e o pé do Homem. O Tawny é ao pé de Deus com a mão do Homem”

    Partilhar
    Facebook Twitter O LinkedIn WhatsApp E-mail Telegrama
    Miguel Braga um dos atuais proprietários tinha apenas 10 anos quando o seu pai iniciou o projeto da Quinta do Mourão. Assim viria a passar grande parte da sua infância nesta bela região pela qual sempre sentiu uma grande atração.

    Texto: Pedro Silva
    Fotos: Fotos D. R. 

    O projeto Quinta do Mourão inicia-se quando Mário Braga decide regressar às origens e adquirir cinco propriedades situadas no Douro. Como é que tudo começou?

    MB – O meu pai nasceu em Vila Nova de Gaia, em Mafamude. Nasceu a cheirar vinho do Porto. A família da minha mãe tem ascendência ao Douro. O meu visavô era de Moncorvo. O meu pai sempre teve a ideia que tinha que ter terra. A terra é uma coisa finita, mas que não desaparece. Então a primeira terra que teve, ainda no período do Estado Novo, foi uma herdade no Alentejo, no Redondo, para fornecer pasta de papel para as celuloses, onde tinha como objetivo ter uma produção mínima para poder exportar para Espanha. Durante este processo, no princípio dos anos 70, surge a possibilidade de vender a Herdade e de adquirir as quintas no Douro. O filho do antigo dono das quintas ficou cá com ele e começaram a fazer vinho generoso para vender a Vila Nova de Gaia. Nesta altura nem se poderia pensar em engarrafamento diretamente do Douro porque era completamente proibido. Foi assim que tudo começou. Desde 1972 até 1999 dedicou-se à produção de vinho generoso que contribuiu para aumentar o stock que já possuía aquando da aquisição. Foi sempre isso que fez, nunca produziu uma garrafa. Só fazia vinho generoso e um vinho para consumo próprio. 

    Mário e Maria Teresa Braga
    Mário e Maria Teresa Braga

    O ano de 1999, é sem dúvida, um ano marcante. O que tinha em mente para dar continuidade e fazer crescer o projeto que já vinha do seu pai?

    MB – Quando ele morreu em 1999 eu não estava cá. Trabalhava numa empresa completamente diferente deste setor, era uma multinacional. Fazíamos redes de pesca, cestas artificiais, fios e cabos de aço…O meu background universitário é Economia. Era Diretor Financeiro de uma Holding Luso-Holandesa. Era uma vida completamente diferente desta. Quando o meu pai faleceu colocou-se a questão sobre o que fazer a tudo isto. Sempre adorei estas quintas, desde os 10 anos que vinha para cá, sobretudo nas férias, onde acabava por ficar cá sozinho com a minha mãe. Então andei em part-time cá e lá até 2005. Nessa altura, decidimos mostrar o stock que tínhamos. Foi aí que começamos a fazer o nosso primeiro Vintage em 2000 e o nosso DOC Douro, em 2001. Começamos por apresentar o nosso projeto que passava pelo S. Leonardo (Vintage 2000, 10, 20, 30 e 40 anos) e pelo Rio Bom (Colheita e Reserva 2001). Foi desta forma que iniciei o projeto. Tínhamos muito stock que só conseguimos valorizar indo para o mercado. 

    Rita Braga de Carvalho
    Rita Braga de Carvalho

    Rita Braga de Carvalho é o rosto da 3ª geração da Quinta do Mourão. É Licenciada em Gestão de Marketing. Durante 13 anos a sua experiência passou sempre pela área Industrial e B2B. Encontra-se no projeto Quinta do Mourão há cerca de 2 anos, após uma temporada por terras Incas e Colombianas. É responsável pela área de Comunicação, Marketing e abertura de novos mercados.

    Hoje, o projeto Quinta do Mourão recai sobre os ombros dos seus herdeiros, e já conta com a 3ª geração – Rita Braga de Carvalho. A sua preocupação passa por dar continuidade à tradição ou apostar na modernização?

    MB – O mercado nacional foi uma desilusão e então viramo-nos lá para fora, tentando ir aos nichos de mercado que as grandes companhias não queriam. De futuro queremos o tradicional, mas também queremos modernizar. São dois objetivos que não são antagónicos e que podem conviver muito bem um com o outro.

    Neste momento os vossos vinhos já têm presença em 3 Continentes – Europa, América e Ásia. Pode contar-nos como tem sido o vosso percurso no plano internacional?

    MB – Recebemos algumas pessoas que nos vêm visitar de outros países. Começamos na Europa, depois passamos para os EUA através da Douro Vino, que nos foi introduzindo em vários estados nos Estados Unidos. Além disso, fazemos parte de um grupo chamado Soul Wines do núcleo empresarial de Vila Real (NERVIR), com o qual fazemos projetos há muitos anos juntos e vamos aos mercados para concretizarmos as nossas apresentações em vários países, como por exemplo Nova Iorque. Nós pensamos que os EUA são um grande mercado. Estive numa garrafeira especializada em vinho do Porto em Santa Mónica, que tinha 7 garrafas de vinho do Porto e uma delas era S. Leonardo, o que me leva a crer que é um mercado por explorar. Num futuro próximo os EUA serão a nossa aposta. Estava tudo preparado para que 2020 fosse o ano de arranque lá, mas infelizmente não foi possível. Na minha opinião, também teremos que ir para a Ásia. Na generalidade, creio que temos uma ideia do mundo um pouco egocêntrica. Não podemos olhar apenas para a Europa no centro do mundo. Há mercados que não estão explorados. Por exemplo, o vinho do Porto na Indonésia é bastante apreciado. Pretendemos entrar em Singapura, Hong Kong…Coreia do Sul…porque não? 

    A Quinta da Poisa é a vossa quinta com mais percentagem de vinha velha. Dos 15 hectares de vinha plantada, 7 são vinhas com mais de 50 anos. Situada entre os rios Corgo e Tanha, é na Quinta da Marialva que se encontram as vossas vinhas mais novas. Como define estes dois espaços?

    MB – Relativamente à vinha, devo dizer que temos vindo a restruturar as vinhas ano a ano. O Mourão está todo reestruturado. A Marialva também está toda restruturada e a Poisa está a ser restruturada. Fizemos a primeira reestruturação há dois anos. Temos vinhas velhas na Poisa com mais de 45 anos e vamos reestrutura-las, ou seja, não vamos reconverter. São vinhas já mecanizadas, situadas num planalto e, portanto, faremos replantações esporádicas e vamos conservá-las. Os últimos 5 hectares que temos para reestruturar, em princípio, serão feitos este ano. Estamos a renovar para “brancos”. Estamos a replantar o “branco” porque existe uma insuficiência na região. É um sítio muito mais fresco. É um terroir completamente diferente e portanto essa é a nossa aposta. 

    A Casa do Coito - Port Knox
    A Casa do Coito – Port Knox

    Quais as experiências vínicas podemos encontrar na Quinta do Mourão?

    MB – Na minha opinião, a melhor definição da experiência vínica na Quinta do Mourão é provar do “10 ao 150”. Temos também uma experiência com agências que fazem viagens à volta do vinho. Uma das provas que fazemos é composta pelas “mães” e pelos “filhos”. Em cada um dos vinhos temos um vinho mãe que é o vinho com que nos começamos a fazer o blend. Portanto, temos uma “mãe” para o 10, 20, 30…então provamos a “mãe” e o “filho”. Essa foi a primeira experiência vínica que nós fizemos aqui a provar Vinho do Porto. É o nosso motor. 

    Vinho do Porto S. Leonardo
    Vinho do Porto S. Leonardo

    Que novidades estão a preparar para os próximos anos e que caminho que gostariam de percorrer?

    MB – Pretendemos lançar este ano a “mãe” de um vinho de 30 anos e de um vinho de 40 anos. Foi um desafio que nos fizeram e pretendemos lançar um vinho de 1972, primeira vindima do meu pai, assim como um vinho de 1948.

    Compartilhar. Facebook Twitter O LinkedIn WhatsApp E-mail Telegrama

    Relacionados

    Dirk Niepoort: “Quanto mais fazemos fora da caixa, mais entendemos o Douro e Portugal”

    Teresa Lacerda: “Queremos proporcionar experiências de enoturismo autênticas e exclusivas”

    Óscar Quevedo: “A marca Porto vai ter que ser reconquistada e renascida”

    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    A Rocim apresenta a nova geração dos seus vinhos de talha

    Bomfim 1896 celebra o verão com nova carta

    Restaurante Erva convida a viver as noites de verão ao ritmo do jazz

    SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER

    Mais que uma publicação. Descubra o mundo do vinho, enoturismo e gastronomia.

    Instagram O LinkedIn
    INFORMAÇÕES
    • Sobre nós
    • Ficha Técnica
    • Estatuto Editorial
    • Contacto
    • Política de Privacidade
    TÓPICOS
    • Vinhos
    • Conversas
    • Enoturismo
    • Opinião
    • Lifestyle
    Últimas

    A Rocim apresenta a nova geração dos seus vinhos de talha

    Bomfim 1896 celebra o verão com nova carta

    • Vinhos
    • Conversas
    • Enoturismo
    • Lifestyle
    • Opinião
    • Eventos
    WINEBOOK MAGAZINE © 2026

    Digite acima e pressione Enter para a pesquisa. Pressione Esc 'cancelar'.