Na passada sexta-feira, dia 26 de junho, o grupo Granvinhos, líder nos mercados dos vinhos do Porto e da Madeira e na exportação de Douro, inaugurou oficialmente a ‘adega do futuro’, em Peso da Régua. Com um investimento que ascendeu a 27 milhões de euros, com cerca de 19% de comparticipação do PRR, a Adega do Cedro é o maior investimento alguma vez realizado pela Granvinhos até à data, representando mais um passo forte na consolidação da sua aposta contínua na transição climática e tecnológica dentro do setor vitivinícola. O resultado é uma adega que surge como o centro de vinificação mais moderno de Portugal, incorporando inovação em todas as fases do processo produtivo e proporcionando significativos ganhos qualitativos e ambientais.
O GRUPO GRANVINHOS E A AGENDA VINE & WINE PORTUGAL DO PRR
O grupo Granvinhos é um conglomerado composto por oito sociedades que operam em Portugal nos setores dos vinhos do Porto, do Douro, Verdes, de Lisboa e da Madeira, bem como no enoturismo, e que consolidam no grupo francês La Martiniquaise Bardinet, detido pela família Cayard. Empregando 350 colaboradores, e com um volume de negócios consolidado de aproximadamente 110 milhões de euros em 2025, dos quais mais de 75% resultam da exportação, é uma das mais dinâmicas empresas vitivinícolas portuguesas. A permanente política de reinvestimento na melhoria dos processos produtivos e em aquisições estratégicas reflete o nosso compromisso na sustentabilidade do sector vitivinícola português e na sua afirmação nos mercados internacionais”, frisa Jorge Dias, Diretor-Geral do grupo Granvinhos. “Foi nesta perspetiva que apresentámos uma candidatura ao PRR, no âmbito das Agendas Mobilizadoras, e que concebemos e construímos a ‘adega do futuro’, com processos mais eficientes, digitais e ambientalmente responsáveis”, conclui.
A Granvinhos lidera o Consórcio da Agenda Vine & Wine Portugal, criado em 2022 no âmbito do PRR, com o objetivo de promover a transição energética e climática, bem como a inovação digital ao longo de toda a cadeia de valor da fileira da vinha e do vinho, ao qual aderiram 46 entidades — incluindo 18 empresas do setor vitivinícola, 18 empresas tecnológicas, 7 ENESII e 3 associações — com representatividade nacional, mobilizando um investimento global de 86 milhões de euros.
Este investimento permitiu impulsionar o desenvolvimento de mais de 40 novos produtos, serviços e processos mais eficientes e sustentáveis, promovendo uma maior utilização de energias renováveis, a redução do consumo de água e a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa, em linha com os objetivos de acelerar a transição energética, ecológica e digital do setor. Atualmente, a Agenda encontra-se com uma taxa de execução acima dos 90%. Neste âmbito, a Granvinhos, através da sua subsidiária Vale de S. Martinho, assumiu a conceção e construção da ‘Adega do Futuro’ na Quinta do Cedro, em Peso da Régua. O investimento total ascendeu a 27 milhões de euros, dos quais 17,7 milhões foram considerados elegíveis, correspondendo a um apoio de 5,3 milhões de euros.
O QUE TRAZ DE NOVO A ‘ADEGA DO FUTURO’
“A Adega do Cedro desempenha uma dupla função de vinificação de vinhos do Porto e do Douro. Com uma capacidade instalada para processar 8.000 toneladas de uvas, integra um conjunto de inovações tecnológicas que permitem maximizar o potencial qualitativo das uvas provenientes de cerca de 800 viticultores, distribuídos por oito concelhos da Região Demarcada do Douro, que nos confiam a sua produção”, explica Jorge Dias.
Entre estas inovações, destacam-se os elevados níveis de automatização e integração dos processos, que aumentam a segurança e reduzem a dependência de mão de obra; a reutilização de 50% das águas residuais, contribuindo para uma significativa redução do consumo de água; uma central de energia fotovoltaica; e a utilização de equipamentos eficientes, que permitem reduzir até 40% as necessidades energéticas da adega. Recentemente galardoado com o Prémio Nacional de Agricultura na categoria ‘Inovação de Processo’, é o centro de vinificação mais moderno de Portugal, incorporando inovação em todas as fases do processo produtivo e proporcionando significativos ganhos qualitativos e ambientais.
Tratando-se de uma unidade industrial de grande dimensão, as opções de desenho e construção seguiram não apenas princípios funcionais, mas também critérios estéticos e de integração paisagística, alinhados com a preservação da paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro, classificada como Património Mundial, e com a excelência dos vinhos da região. O projeto, assinado pelo arquiteto Alexandre Burmester, constitui um exemplo notável de arquitetura industrial, harmonizando funcionalidade, inovação e valorização do território.
