A portuguesa Rocim vai colorir os céus de branco e tinto com a British Airways em 2026. A partir deste mês (janeiro), a companhia aérea britânica passa a disponibilizar dois vinhos Rocim nas cabines premium: Grande Rocim Branco 2024, primeira classe, e Herdade do Rocim Alicante Bouschet 2024, classe executiva.
Os dois vinhos são originários da Vidigueira, uma das zonas mais frescas do Alentejo, onde os produtores, Pedro Ribeiro e Catarina Vieira, desenvolveram a marca Rocim, ao longo dos últimos 20 anos, transformando-a numa das mais dinâmicas adegas do país.
“Estes dois vinhos escolhidos pela British Airways expressam a essência do ADN da Rocim — vinhos elegantes e minerais, produzidos a partir de uvas biológicas, que refletem o melhor das técnicas tradicionais portuguesas aliadas à enologia do século XXI”, afirma Pedro Ribeiro, CEO da Rocim. “Os vinhos Rocim já são apreciados em mais de 50 países e é com enorme satisfação que sabemos que passam agora a ser degustados por passageiros exigentes, a 35.000 pés de altitude.”
Uma lufada de ar fresco
O Grande Rocim Branco 2024 é um vinho excecional de parcela única, produzido 100% a partir da casta autóctone Arinto. O seu aroma mineral e especiado resulta dos solos graníticos que, desde o século XV, conferem aos vinhos da Vidigueira uma reputação única. A fermentação inicia-se em depósitos de cimento, seguindo depois para barricas de carvalho francês, usadas, de 500 litros, onde estagia durante 12 meses. De cor amarelo-esverdeada e produção limitada, este vinho apresenta um perfil mineral, com a tensão e estrutura características da assinatura Rocim.
O Herdade do Rocim Alicante Bouschet 2024, de cor rubi profunda, também nasce na Vidigueira, uma região voltada a oeste para o Oceano Atlântico e beneficiada por brisas marítimas que arrefecem o clima e conferem uma frescura distintiva aos vinhos. As uvas, colhidas manualmente, são pisadas a pé em lagares de pedra — uma prática ancestral portuguesa que permite uma extração suave, preservando a cor e os aromas. O vinho estagia depois durante oito meses em barricas de carvalho francês, usadas. Os taninos estruturados e as notas mentoladas, balsâmicas e especiadas são típicos da casta emblemática do Alentejo, enquanto a frescura e a acidez refletem o estilo inconfundível da enologia Rocim.
Portugal fresco
Pedro Ribeiro e Catarina Vieira iniciaram o seu percurso conjunto no Alentejo, onde os seus vinhos — em particular os de ânfora — rapidamente se destacaram pela sua vivacidade e estrutura fresca. Atualmente, milhares de visitantes deslocam-se todos os anos à adega da Rocim para conhecer de perto as ânforas de barro, desfrutar de provas comentadas acompanhadas por iguarias alentejanas na esplanada panorâmica ou criar o seu próprio lote personalizado.
O casal não se ficou pela produção de vinhos premium de uma só denominação de origem. Partiram à descoberta de outros “lugares frescos” em Portugal — mesmo em regiões tradicionalmente mais quentes — e produzem hoje um vasto portefolio de vinhos oriundos do Douro, Dão, Bairrada, Lisboa, Algarve e Açores.
O reconhecimento pelo carácter refrescante e pela forte ligação à origem dos seus vinhos não tardou a chegar: foram distinguidos como “Produtor do Ano 2024” pela Revista de Vinhos e selecionados como produtor a acompanhar em 2025 pela reconhecida crítica britânica Jancis Robinson MW.
O ano de 2026 começou agora da melhor forma para este produtor. “O facto de a British Airways ter escolhido servir os nossos vinhos confirma que podem estar lado a lado, copo a copo, com os melhores vinhos de Portugal — e do mundo”, acrescenta Pedro Ribeiro.
