O que pode revelar uma vinha quando, no mesmo lugar, convivem castas brancas e tintas? Na Herdade do Rocim, na Vidigueira, a resposta chega com as novas colheitas do Olho de Mocho: um branco de Antão Vaz e um tinto de Trincadeira e Alicante Bouschet, ambos nascidos de uma mesma vinha velha. As colheitas de Branco 2025 e Tinto 2024 são mais um capítulo de uma história com 18 anos, marcada pela procura de novas leituras para um território que nunca deixa de surpreender: a Vidigueira no Alentejo. As novas colheitas de Olho de Mocho chegam ao mercado com um PVP recomendado de 18,48€ e 26,70€, respetivamente, para o branco e tinto.
“O mais interessante no Olho de Mocho é que não começamos por escolher as castas para construir os vinhos. Começamos pela vinha. É uma vinha velha, onde convivem castas brancas e tintas, e o nosso trabalho foi perceber o que esse lugar nos podia dar. O branco e o tinto são diferentes, mas têm a mesma origem — e é essa origem que queremos que esteja no centro dos vinhos”, explica Pedro Ribeiro, enólogo e CEO da Rocim.
Mais do que vinhos de casta, o Olho de Mocho afirma-se como um projeto de vinhos, de vinha e de lugar. Uma abordagem que acompanha o percurso da Herdade do Rocim há 18 anos e a sua procura por novas formas de interpretar a Vidigueira no Alentejo, partindo das características de cada parcela, com o intuito de preservar a sua identidade.
“Ao longo destes 18 anos, fomos percebendo que inovar no vinho nem sempre significa procurar o que é novo. Muitas vezes significa olhar de outra forma para aquilo que já temos. O Olho de Mocho nasce dessa vontade: continuar a descobrir novas possibilidades dentro de um território que conhecemos profundamente, mas que continua a surpreender-nos”, continua.
Na adega, essa filosofia traduz-se com uma enologia de mínima intervenção. A vindima é manual e a seleção no campo e à entrada da adega é rigorosa. Enquanto no Olho de Mocho branco 2025, o Antão Vaz é trabalhado para privilegiar frescura, textura, precisão e profundidade, no Olho de Mocho Tinto 2024, a Trincadeira e o Alicante Bouschet complementam-se entre frescura, elegância, estrutura e complexidade.
